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02/04/2018
OCEANOS RECEBEM 25 MILHÕES DE TONELADAS DE RESÍDUOS POR ANO


Os oceanos recebem anualmente mais de 25 milhões de toneladas de resíduos, sendo que cerca de 80% têm origem nas cidades e correspondem ao lixo que não é coletado e tem destinação inapropriada. No Brasil, 2 milhões de toneladas desses resíduos por ano chegam aos oceanos, volume equivalente a encher 7 mil campos de futebol ou 30 estádios do Maracanã da base até o topo. O restante dos resíduos que chegam aos oceanos é das indústrias marítima e pesqueira.


Os dados são de estudos da Associação Internacional de Resíduos Sólidos (ISWA, sigla em inglês). E o estudo tem parceria com a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe). Ambos associam a poluição marinha à falta de boas práticas na gestão de resíduos sólidos nas cidades.


Gestão inadequada


“[Esses 80% dos resíduos de origem das cidades] resultam da ineficiência dos serviços de gestão de resíduos nas cidades ou são fruto direto da irresponsabilidade da população, que descarta qualquer coisa de maneira indiscriminada no meio ambiente”, avaliam as duas instituições.


No estudo, há estimativa de que entre 500 milhões e 900 milhões de toneladas de resíduos não sejam coletadas no mundo. Os fragmentos desses resíduos eventualmente se transformarão em micro e nanopartículas. Um grande problema, pois estão além das nossas habilidades para controlar. E o pior, causam um imenso impacto negativo nos oceanos.


Lixo e desequilíbrio.


“O lixo existente no ambiente marinho já é um desafio global semelhante às mudanças climáticas. E o problema, que vai muito além daquilo que é visível, está presente em quase todas as áreas costeiras do mundo, trazendo desequilíbrio tanto para a fauna e flora marinhas e comprometendo esse recurso vital para a humanidade”, observou Antonis Mavropoulos, presidente da ISWA.


Para cada tonelada de resíduo de plástico descartado, até 7 quilos (kg) vão parar nos oceanos. É o que ressalta o relatório. “O documento analisa como a falta de infraestrutura e práticas inadequadas de gerenciamento de resíduos, particularmente em países em desenvolvimento, são uma falha sistêmica fundamental na luta contra o lixo marinho”, disse Carlos Silva Filho, diretor-presidente da Abrelpe.

Por Agência Brasil

Fonte:Ciclo Vivo




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