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09/03/2020
METADE DAS PRAIAS DO MUNDO PODE DESAPARECER ATÉ 2100


De acordo com um estudo publicado na última segunda-feira (2) na revista científica Nature Climate Change, quase metade das praias do mundo pode desaparecer até o final do século se nenhuma ação for tomada para limitar as emissões de gases de efeito estufa. Segundo a pesquisa, mais de um terço (37%) delas corre o risco de deixar de existir até 2100.


As mudanças climáticas estão contribuindo para o aumento do nível do mar, o que, por sua vez, cobre as areias da costa. Além da perda de ecossistemas valiosos, as implicações socioeconômicas podem ser graves, especialmente em comunidades mais pobres e dependentes do turismo, onde as praias são a principal atração.


Os pesquisadores, ligados a universidades de diversos países da Europa, analisaram imagens de satélite que mostram mudanças na linha costeira de todo o mundo entre 1984 e 2016. Eles descobriram que um quarto das praias do planeta sofre uma erosão de 0,5 metro por ano, o que significa mais de 28 mil km² de terra indo para o mar.


Além disso, eles descobriram que o nível do mar está subindo a um ritmo de cerca de 0,1 mm por ano. De acordo com o site The Conversation, 60% das praias da Gâmbia e Guiné-Bissau, na África, podem ser perdidas; a Austrália deverá perder quase 12 mil km de costa arenosa, e em estados insulares como Kiribati, Ilhas Marshall e Tuvalu a perda pode chegar a 300 metros de terra – o que, em alguns desses casos, pode ser catastrófico.


O estudo também destaca o Brasil, em especial praias dos estados Pará, Maranhão, Piauí e Ceará. De acordo com a pesquisa, nessas regiões do país a erosão acontece a um ritmo intenso, provavelmente por causa da exploração de terras no interior desses estados. Com isso, os rios da região levam grandes quantidades de sedimentos em direção ao mar, o que contribui para o aumento do nível do oceano.


O mesmo acontece no resto do mundo. A pesquisa estima que o aumento do nível do mar em 0,8 metro pode tomar 17 mil km² de terra e forçar até 5,3 milhões de pessoas a migrar, com um custo associado de US$ 300 milhões a US $ 1 bilhão em todo o planeta. Somente na África, até 40 mil pessoas podem ser forçadas a deixarem seus lares devido à perda de terra a cada ano.


Segundo os autores do artigo no The Conversation, Por mais que a elevação do nível do mar seja inevitável, há possíveis soluções, como o reabastecimento das praias mais ameaçadas jogando areia sobre elas. Até 2100, isso poderia reduzir a perda de terras em 14%, além de diminuir o número de pessoas forçadas a migrar em até 68%.


Os especialistas ponderam, no entanto, que essa medida também pode gerar problemas ecológicos, e deve ser feita de forma cuidadosa e estratégica. De um jeito ou de outro, salvar as praias do planeta está nas nossas mãos.



Fonte: Revista Galileu - Ambiente Brasil





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