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21/112017
JUSTIÇA PROCURA POR EX-PREFEITO DE PASSOS ALVO DE OPERAÇÃO DO MP


O ex-prefeito de Passos (MG) Ataíde Vilela (PSDB) e outros três indiciados na Operação Purgamentum estão sendo procurado pela Justiça. Eles deixaram a prisão na semana passada, mas na sexta-feira (17) o Ministério Público pediu novamente a prisão deles.


Ataíde Vilela foi preso no dia 9 de novembro e chegou a ser transferido para a Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem (MG), na noite de sábado (11), mas conseguiu um habeas corpus na última quarta-feira (15) e deixou o local. Dois dias depois, a Justiça expediu um novo mandado de prisão.


"Na sexta-feira, o Ministério Público apresentou a denúncia contra 21 acusados. Dos 21 acusados, foi pedido também a prisão preventiva de 10. E a Justiça acatou o pedido de prisão preventiva decretando a prisão preventiva de 10 dos 21 acusados", afirmou o promotor Paulo Frank.


O ex-prefeito não é considerado foragido da Justiça, porque, de acordo com o delegado, ainda faltam alguns endereços para a Polícia Civil fazer as buscas. O advogado de Ataíde Vilela, Bernardo Simões Coelho, afirmou que a defesa não teve acesso ao pedido de prisão e também não teve contato com o ex-prefeito.


Além dele, também são procurados o empresário Jorge Saquy Neto, que é dono da empresa Seleta Tecnologia Ambiental - que teria sido beneficiada pelas licitações investigadas na operação; Fernando Goncalves De Oliveira , Mateus Dutra Munhoz e Carlos Henrique De Oliveira. Eles chegaram a ser detidos, mas também foram liberados durante a semana.
"A partir do esgotamento das diligências de praxe, eles serão considerados foragidos, se não se apresentarem", completou o promotor.


Operação Purgamentum


A ação comandada pelo Ministério Público de Passos e de Ribeirão Preto (SP) investiga fraudes em contratos com empresas de coleta de lixo e limpeza urbana. A operação prendeu oito pessoas em Passos e mais envolvidos em seis cidades do interior de São Paulo – entre elas, a ex-secretária de Obras, Habitação e Serviços Urbanos de Passos, Sônia Maria de Oliveira.
Foram cumpridos 15 mandados de prisão, 44 de busca e apreensão e 11 conduções coercitivas. Os mandados foram expedidos pelas Varas Judiciais em Passos e Ribeirão Preto, com apoio da Polícia Civil de Minas Gerais e da Polícia Militar de São Paulo.


Segundo o Ministério Público, todos os presos estavam envolvidos em fraudes nos contratos e favorecimento de empresas de limpeza urbana. Ainda de acordo com o órgão, nas próximas fases da investigação serão avaliadas as movimentações financeiras dos investigados.


Além das licitações, parte dos crimes aconteciam de três maneiras: primeiro no favorecimento da licitação da coleta de lixo. Depois, na adulteração da balança, sempre constando pesos a mais. Por último, na pesagem de caminhões com a mesma carga. A balança ficava a cerca de 10 Km do aterro. O mesmo caminhão pesava com a mesma carga duas ou três vezes ao dia. A prefeitura pagava a empresa por toneladas de lixo recolhido.


A a investigação começou na 7ª Promotoria de Passos e se estendeu ao Estado de São Paulo há aproximadamente cinco meses, com apoio das unidades do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em Ribeirão Preto, Campinas e São José do Rio Preto (SP).



Fonte: Globo




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