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22/09/2017
COM FOCO NO ETANOL, BRASIL PODE PERDER 'BONDE' DOS CARROS ELÉTRICOS


Maior do mundo, o Salão de Frankfurt, que termina neste domingo (24), confirmou uma tendência que só cresce no mundo automotivo: carro elétricos vieram para ficar.
Volkswagen, BMW, Mercedes-Benz e Renault aproveitaram o evento na Alemanha para anunciar planos ainda mais ambiciosos para esse tipo de veículo.


Mas, no Brasil, os carros elétricos mal chegaram às ruas ou mesmo às discussões do Rota 2030 - o conjunto de regras para montadoras que substituirá o Inovar-Auto e pretende dirigir os rumos da indústria no longo prazo.


Além do alto custo desses veículos, desafios de logística e infraestrutura podem fazer o país perder este primeiro "bonde" da produção em massa de carros elétricos.


“Vamos ter a oportunidade de importar vários produtos elétricos (no Brasil). Mas isso vai demorar um pouco, temos outras prioridades”, completa.


Vendas em alta


No Brasil, modelos híbridos e elétricos tiveram um salto nos emplacamentos em 2017, com 2.097 unidades até agosto - quase o dobro dos 1.091 registrados em 2016 inteiro, segundo a Anfavea. O modelo de maior volume, o Toyota Prius, custa R$ 126.600, importado do Japão.
No entanto, eles ainda representam uma parcela ínfima da frota: são 5,5 mil unidades que representam apenas 0,005% dos 92 milhões de veículos que circulam no país, segundo o Denatran.


Quando se restringe o número apenas a carros 100% elétricos (sem motor a combustão), o Brasil fica ainda mais para trás.


A Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) estima que apenas 10% do total de veículos "verdes" seja elétrico de verdade, ou seja cerca de 550 unidades, enquanto na Noruega eles já chegam a 28% do total, após anos de incentivos para aquisição.


O peso do etanol


Não é só a questão da estrutura e da tecnologia cara. O etanol também tem um papel importante neste ritmo mais lento do mercado brasileiro para os elétricos.


Com o biocombustível usado nos carros há décadas, o país tem uma matriz energética mais "limpa" que os europeus e não precisa ter a mesma "pressa" na adoção dos elétricos para cumprir as metas globais de redução de poluentes, aponta um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV).


Em meio a uma queda de braço com o governo federal sobre novas metas de eficiência energética para o Rota 2030, a indústria automotiva nacional quer que os benefícios do etanol sejam considerados nas metas de eficiência energética.


A solução "caseira" do etanol deve surgir com força por exigir menos investimentos e também porque pode aparecer também nos híbridos (com célula de etanol SOFC), que devem ser os primeiros a ganharem mais espaço.
"Provavelmente veremos um crescimento dos híbridos mais a curto prazo e os elétricos virão mais para frente, porque também carecem de um investimento mais a longo prazo", avalia Antonio Megale, o presidente da associação das montadoras, Anfavea.


Até agora o Brasil não anunciou metas para a adoção de veículos com propulsão alternativa, muito menos uma data para acabar com a venda de modelos movidos a combustíveis fósseis, como Reino Unido e França, que colocaram o limite em 2040.


Se a importação é escassa, a possibilidade de o Brasil produzir seus carros elétricos é vista como restrita num médio prazo. A demora para estruturar a fabricação desse tipo de veículo pode ser custosa a um país que retoma, com força, as exportações.



Fonte: Globo.com




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