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26/01/2018
NO BRASIL, 80% DAS CIDADES NÃO DÃO DESTINAÇÃO CORRETA AO LIXO, DIZ ENTIDADE DO SETOR


Uma notícia nada boa para o meio ambiente: levantamento da Associação Brasileira de Empresas de Tratamento de Resíduos e Efluentes (Abetre) mostra que cerca de 80% das cidades do Brasil possuem baixa ou nenhuma condição de tratar de forma adequada o lixo gerado pelos centros urbanos.


De acordo com a entidade, tratar de forma correta os resíduos só é viável financeiramente para municípios com mais de 300 mil habitantes, que compõem, hoje, apenas 20% do total das cidades brasileiras. "Por isso, estados e União devem induzir, via incentivos, a adesão dos municípios em programas regionais de gestão de resíduos", explica Carlos Fernandes, presidente da Abetre.


Um das alternativas na área de limpeza pública defendida pela entidade é a proposta que prevê que os estados e o governo federal assumam parte da competência na gestão do lixo gerado pelas cidades onde não há viabilidade financeira para manter a operação de forma individualizada, sobretudo nas localidades de pequeno porte. "Um aterro que recebe até 300 toneladas de resíduos ao dia torna a operação praticamente inviável do ponto de vista econômico, já que o custo seria proibitivo", afirma o presidente da Abetre.


Diversos municípios do país já adotam o modelo de destinação regional de resíduos, como, por exemplo, o Rio Grande do Sul, a Grande São Paulo e a região de Campinas (SP).


Conforme Carlos Fernandes, os estados e municípios brasileiros ainda carecem de soluções efetivas para o problema, apesar das localidades que resolveram de forma regional. "Existem, no Brasil, cerca de 3,3 mil prefeituras que ainda utilizam lixões para destinar os resíduos domésticos, e o prazo de erradicação dado pela PNRS [Política Nacional de Resíduos Sólidos] venceu em 2014", comenta o empresário.


Ele ressalta que o problema dos lixões é mais uma questão financeira do que exclusivamente ambiental. "Para acabar com os lixões, seriam necessários cerca de R$ 11 bilhões em investimentos de tratamento e disposição final, além de mais R$ 15 bi para manter a operação dentro das normas. Junte a essa conta o fato de que 80% dos municípios brasileiros estão em situação fiscal crítica", afirma Fernandes.


O presidente da Abetre acredita que, como qualquer serviço público, o controle dos resíduos domésticos deveria ser tarifado, com gestão terceirizada. "Os municípios precisam criar mecanismos que garantam arrecadação para manter os serviços essenciais de coleta e destinação de resíduos. No estado de São Paulo, por exemplo, aproximadamente 75% dos resíduos domiciliares já vão para aterros privados", acrescenta.


Informações: www.revistaencontro.com.br



Fonte:Profesiduo




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