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29/11/2017
HÁ UMA NOVA ILHA DE PLÁSTICO NO OCEANO PACÍFICO


Agora há confirmação para algo que especialistas pensavam há muito tempo: há uma segunda ilha de plástico no Oceano Pacífico, que pode cobrir até 2,6 milhões de quilômetros quadrados, ou o dobro do estado brasileiro do Pará.


Assim como o aglomerado de detritos flutuantes no Pacífico Norte, esta no Pacífico Sul foi formada por uma mistura de correntes e ventos girando, o que concentrou os resíduos de em uma área.


Por mais deprimente que seja a notícia, não é surpreendente: a equipe de pesquisadores que encontrou o aglomerado tem procurado por seis meses e um estudo recente destacou os enormes volumes de plástico na Ilha Henderson, na mesma parte do oceano.


Agora, os pesquisadores realmente visitaram o local do aglomerado de lixo do Pacífico Sul e coletaram amostras.


“Descobrimos enormes quantidades de plástico”, disse o oceanógrafo Charles Moore, da Algalita Marine Research Foundation. “Minha impressão inicial é que nossas amostras são comparáveis com o que estávamos vendo no Pacífico Norte em 2007, por isso está a cerca de dez anos de atraso”.


Moore e sua equipe navegaram pela Ilha de Páscoa e pela Ilha de Robinson Crusoe durante sua viagem, usando redes para coletar resíduos de plástico para análise.


A maior parte do plástico que os pesquisadores coletaram não era na forma de garrafas ou sacolas, mas como pequenos pedaços de plástico, menores que grãos de arroz – e isso indica que estes resíduos fizeram em uma viagem mais longa do que o lixo no Pacífico Norte.


Como esses pedaços de plástico são tão pequenos, eles são muito difíceis de limpar, e primeiramente nós precisamos impedir que este plástico vá parar em nossos oceanos.


Os pesquisadores precisarão avaliar e analisar adequadamente suas amostras antes de publicar oficialmente suas descobertas, mas noticiaram sua descoberta antes, para que possamos começar a pensar sobre como resolver o problema.


“Há pouca informação sobre plástico no Pacífico Sul”, disse o oceanógrafo Erik van Sebille, da Universidade de Utrecht, na Holanda. Sebille não estava envolvido na expedição, mas está trabalhando em um projeto para rastrear todo o plástico em nossos oceanos.


“Quase ninguém vai lá, e é realmente mal estudado. Precisamos de observações como estas para restringir nossa modelagem, então fiquei ansioso para ver o projeto de Charles”.


Com os plásticos concentrados em grupos menores dentro do aglomerado, será preciso várias viagens entrecruzando a área para descobrir toda a extensão do que estamos olhando, mas esse novo relatório é outro sinal de quão grande o problema tem.


Estamos colocando milhões de toneladas de plástico nos oceanos todos os anos, e a quantidade continua aumentando. Embora você não pense que um monte de resíduos no mar é muito para se preocupar, há preocupação com seu impacto na vida marinha – e qualquer coisa que afeta o ecossistema do oceano acaba por afetar toda a Terra.


Parece que o aglomerado também está se enchendo rapidamente: o pesquisador de poluição marinha Marcus Eriksen, do 5 Gyres Institute, que não fazia parte desta viagem, navegou pela área em 2011 e viu muitos pequenos detritos plásticos.


“Esta nuvem de microplastics se estende tanto vertical quanto horizontalmente”, disse Eriksen. “Estamos fazendo um tremendo progresso para limpar a poluição atmosférica em nossas cidades através de um controle na origem. Temos que fazer o mesmo para nossos mares”.


Traduzido e adaptado de Science Alert.



Fonte: Climatologia Geográfica




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